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  A busca pelo aprimoramento e desenvolvimento de novos materiais voltado para produtos comerciais gera uma demanda incessante por pesquisa científica. A exigência de materiais mais resistentes, duráveis, leves e ao mesmo tempo de fácil manufatura, por exemplo, gerou o desenvolvimento da fibra de carbono, novas ligas de alumínio, do PTFE  e Kevlar®. Dentre as tecnologias de aprimoramento de materiais já existentes na indústria, tem-se como exemplo importante o endurecimento do aço e suas ligas pelo tratamento térmico a quente mais conhecido como têmpera. A utilização de tratamentos superficiais como a galvanização e proteções anticorrosivas possibilita, ainda, o uso de metais ferrosos em ambientes nocivos aos mesmos como na construção e navios marítimos.
   
   Um processo recente de beneficiamento de materiais é a submissão dos mesmos a tratamentos térmicos em temperaturas ultra baixas (em torno de -200oC). A variação mais simples do processo também é conhecida como tratamento criogênico.
Este tipo de tratamento, denominado pela Kryos de ULTP (Ultra Low Temperature Processes) causa melhorias em uma variedade de materiais como metais, polímeros e cerâmicas.

   Dentre os materiais metálicos, por exemplo, a resistência ao desgaste mecânico é aumentada após o tratamento o que gera um prolongamento da vida útil da peça. Infelizmente, há pouca pesquisa científica a cerca dos fenômenos que ocorrem no material tratado que venham a explicar as melhorias observadas. Poucos grupos de pesquisa no mundo dedicam-se a essa área. Podem-se citar os Centro Espacial Marshall da NASA e Laboratório Nacional de Los Alamos nos Estados Unidos como grandes contribuidores.

   A tabela abaixo apresenta algumas aplicações de processos térmicos em ultra baixas temperaturas reportadas em artigos científicos distintos.
   
Material 
                          Destaque
 Nanocristais metálicos Fabricação de nanopartículas de cobre, ferro, níquel e cromo pelo processo cryogenic melting. 
 
Juntas cruciformes soldadas
de aço AISI 304L
  Período para iniciação e propagação de trincas por fadiga duas vezes mais longo para vários ranges de tensão de ensaio.
 Aço S-7
Resistência ao desgaste abrasivo 160% maior.
 Aço O-1
Resistência ao desgaste abrasivo 172% maior.
 Aço A-10
Resistência ao desgaste abrasivo 164% maior.
 Aço D-2
Resistência ao desgaste abrasivo  718% maior.
 Aço H-13Resistência ao desgaste abrasivo 110% maior.
 Aço AISI304LTempo de nucleação de trincas por fadiga duas vezes maior.
Contatos elétricos de níquel/ouro e chumbo/ouro em semicondutor
de arseneto de gálio
 Resistividade dos contatos reduzida em 1/3.
PTFE (mais conhecido como TEFLON®)Desgaste a abrasão reduzido em cerca de 60% e dureza aumentada em 22%.


ULTP® é marca registrada da Kryos Tecnologia
TEFLON®  e Kevlar® são nomes de marca da DuPont



 

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